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Monday, April 09, 2007
“O que é o amor? Onde vai dar? Parece nao ter fim Uma cançao Cheirando a mar Que bate forte em mim O que me dá Meu coraçao Que eu canto Pra nao chorar? O que é o amor? Onde vai dar? Por que me deixa assim? O que é o amor? Onde vai dar? Luar perdido em mim”
O que é o Amor?
Selma Reis
Posted at 05:07 pm by Marie P.
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Fase de burilação – o “eu” é algo difícil de definir, desenhar, moldar, dar fôrma.
Fase de negação – sei o que não sou ou o que por dias, meses, anos, acreditei que era.
Fase de realização – afirmar o que eu quero, sem medo, deixar de fantasiar-me de plumas e máscaras que não se encaixam ao que desejo, sinto e ambiciono.
Vícios vêem a tona... e percebo que meu personagem não combina com a minha persona. O texto que decoro não sai mais natural dos meus lábios. Virei uma atriz caricata, canastrona.
Mudei de forma tão lenta que não percebi que mudava. E caio em ciladas que eu mesma armo para mim – por medo, covardia ou tudo junto.
A sensação é de cozinha, de fazer um bolo.
Sei o sabor que quero
Sei o recheio que quero
Sei a consistência da calda que quero
Mas ainda não sei que ingredientes usar. E por medo do bolo solar fico somente a abrir e fechar as portas dos armários da cozinha buscando velhos sabores.
Preciso ir à feira, ao mercado, em busca de novos temperos.
Posted at 04:48 pm by Marie P.
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A poesia
A prosa
A lírica
O lúdico
Me salvam da mediocridade solitária e egoísta da minha dor
Me tiram da angústia maléfica da não crença no amanhã
Me salvam de mim
Posted at 04:43 pm by Marie P.
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Friday, March 30, 2007
Os Dragões não conhecem o Paraíso
Caio Fernando Abreu
Tenho um dragão que mora comigo. Não, isso não é verdade. Não tenho nenhum dragão. E, ainda que tivesse, ele não moraria comigo nem com ninguém. Para os dragões, nada mais inconcebível que dividir seu espaço - seja com outro dragão, seja com uma pessoa banal feito eu. Eles são solitários, os dragões. Quase tão solitários quanto eu, depois de sua partida. Digo quase porque, durante aquele tempo em que ele estava comigo, alimentei a ilusão de que meu isolamento para sempre tinha acabado. E digo ilusão porque, outro dia, numa dessas manhãs da ausência dele, pensei assim: os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma que precisam da ilusão de Deus. Da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta; da ilusão de Deus, para não se perderam no caos da desordem sem nexo.
Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo; repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.
Essa imagem me veio hoje pela manhã quando abri a janela e vi que não suportaria passar mais um dia sem contar essa história de dragões. Gosto de dizer, tenho um dragão que mora comigo, embora não seja verdade.
Como eu dizia, um dragão jamais pertence a nem mora com alguém. Seja uma pessoa banal igual a mim, seja um unicórnio, salamandra, elfo, sereia ou ogro. Eles não dividem seus hábitos. Ninguém é capaz de compreender um dragão. Quem poderia compreender, por exemplo, que logo ao despertar (e isso pode acontecer em qualquer horário, já que o dia e a noite deles acontecem para dentro) sempre batem a cauda três vezes, como se estivessem furiosos, soltando fogo pelas ventas e carbonizando qualquer coisa próxima num raio de mais de cinco metros? Hoje, pondero: talvez seja a sua maneira desajeitada de dizer: que seja doce.
Posted at 04:00 pm by Marie P.
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Monday, March 26, 2007
O olhar desconfiado continua o mesmo, bem como as bochechas - posso emagrecer o quanto for que elas não somem...
O ser "do mundo da lua" com dificuldades de distinguir realidade e fantasia continua por aqui a sonhar, mas sem causar grandes estragos, a não ser a si mesma.
A mania de sair fazendo e depois pensar ou pensar tanto e não conseguir fazer, o sorriso de lado por vergonha de sorrir inteiro, a cara de "eu já sabia" sem saber de nada, a capacidade única de perder partes de objetos que andam em par (brincos por exemplo), de deixar tudo cair no chão, de quebrar coisas ao menor toque ou olhar... enfim tudo, tudo igual. Coisas de Karina, como dizem.
Mas nada como passar a escolher a própria roupa: jamais serei vista novamente de lacinho, babados ou botões cobertos de pano. JAMAIS
Posted at 12:40 pm by Marie P.
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Monday, March 12, 2007
... mas disso eu não desisto!!!!

Quero um amor. Não um amor de novela, de conto de fadas. Quero apenas um amor daqueles, que se berra, que não tem vergonha de se dizer amor. Quero sentir ao meu lado o olho brilhando. Eu quero um amor rasgado, passional e apaixonado como eu. Não quero olhares disfarçados, quero um amor simples com a única razão de ser amor, de me amar e ser amado de volta. Amor que me escreva, que me soletre, que me descreva, que me desnude, que se ponha em nu e me enlouqueça. Um amor que faça amor como quem faz a guerra, a paz, a vida e o mundo todo. Sublime, simples, leve, lindo. Amor de dois, amor de par, amor pra vida inteira e mais um pouco. Amor possível, amor real, e por completo amor. Que me olhe e me veja. Que me tome por inteira e que seja por inteiro meu.
K 08/12/2005
PS: Sim, sou mesmo a última romântica....
Posted at 01:21 pm by Marie P.
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“Flor de ir embora É uma flor que se alimenta Do que a gente chora Rompe a terra, decidida, Flor do meu desejo De correr o mundo afora Flor de sentimento Amadurecendo aos poucos, A minha partida Quando a flor abrir inteira Muda a minha vida Esperei o tempo certo E lá vou eu, e lá vou eu Flor de ir embora, eu vou E agora esse mundo é meu”
Flor de ir embora Fátima Guedes
Posted at 12:41 pm by Marie P.
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Wednesday, February 28, 2007
... e quando você tem que se deparar com a sua coragem bem no meio do seu medo?
Posted at 03:06 pm by Marie P.
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Friday, February 16, 2007
"Me encante da maneira que você quiser, como você souber. Me encante, para que eu possa me dar. Me encante nos mínimos detalhes... Me encante com suas mãos, gesticule quando for preciso, Me toque, quero correr esse risco. Me encante com seus olhos, me olhe profundo... Me encante com suas palavras, me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres, me conte segredos, sem medos ..."
Apelo Neruda
Posted at 02:48 pm by Marie P.
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"... e talvez então você se depare com seu medo bem no meio da sua coragem"
Elisa Lucinda
Posted at 02:47 pm by Marie P.
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