OLHA AÍ, MONSIEUR BINOT...


Olha aí, monsieur Binot
Aprendi tudo o que você me ensinou
Respirar bem fundo e devagar
Que a energia está no ar
Olha aí, meu professor,
Também no ar é que a gente encontra o som
E no som se pode viajar
E aproveitar tudo o que é bom
Bom é não fumar
Beber só pelo paladar
Comer de tudo que for bem natural
E só fazer muito amor
Que amor não faz mal
Então, olha aí, monsieur Binot
Melhor ainda é o barato interior
O que dá maior satisfação
É a cabeça da gente, a plenitude da mente
A claridade da razão
E o resto nunca se espera
O resto é próxima esfera
O resto é outra encarnação

Monsieur Binot
Joyce

<< March 2008 >>
Sun Mon Tue Wed Thu Fri Sat
 01
02 03 04 05 06 07 08
09 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30 31



EM IMAGENS
AYWYGI - o flog
O Sorriso do Gato de Alice

HUMOR:

My Unkymood Punkymood (Unkymoods)


TRILHA SONORA



THE MOVIE



MESA DE CABECEIRA


NA TELINHA
ER
Law and Order - SVU
Crossing Jordan
Páginas da Vida
Will and Grace
Without a Trace
Cold Case
CSI
CSI Miami
CSI NY
Grey's Anatomy
House

OS AMIGOS:
Vitrola

Carpe Tudem
Colcha de Retalhos
Faltando Pino
Especial para Vocês
A Vida é...
Outra Parte de Mim
Manual de Estilo
Canela
Impressões
Fora de Foco
Vale mais o Coração
10th Planet
Pseudônimos
Monicake
Mabuya
Fina Flor
Saturn Club
Carpinejar
Regie
Caderno de Borboletas
Menina Girassol
Alma de Leoa
..dançando na chuva num dia de arco-iris..
Das Coisas que não tem Preço
Espelho Meu...
Os olhares de Tati
A Vida é a Arte do Encontro
sMiLe
Bebo sim... e daí ?!
Orange Crush
"É preciso saber viver!"
Nandita


HISTÓRIA:
AYWGIT - o blog
Esse tal de Tempo

PASSADO
Atores de Laura
Globo Filmes

POR ONDE PASSEIO
no mínimo
Agenda do Samba & Choro
Criticos.com
Vagalume
Astro.com
Village Voice
Caros Amigos
Overmundo
Taschen
Revista de Cinema
Marie Claire Idées
Flip
Fórum das Letras de Ouro Preto

MENINA PRENDADA
Madame Aubergine
Dadivosa
Hortinha
Mixirica
Mãe Terra
Casa da Chris
Rainhas do Lar
Chiasso
Pottery Barn
Panelinha
Jamie Oliver

Nigella
Planeta Natural

FUN
Lomograhy
Lomography Brasil
Diana+
Fisheye
Holga


If you want to be updated on this weblog Enter your email here:



rss feed



Wednesday, March 19, 2008
criação

 

(...)
busco o sofrimento genuíno, o suor, como se só dele pudesse sair o prazer. Você já passou por isso? Você por acaso sabe do que estou falando? Não, não é? Como então posso te fazer entender o vulcão não mais adormecido que mora dentro de mim? Te descrever. Que palavras usar sem ser as clichês? Um dia, eu te perguntei o que você queria de mim e você me respondeu o impossível. Nunca esqueci disso. Como você podia ainda querer o que de mim já tinha tudo? Você tinha todo o meu improvável, tudo de não possível que eu poderia viver eu te dei – será que você não viu? Agora vagueio por essa casa imensa e vazia. As crianças já são adultas e foram embora. Ele tem outra mulher e todas as quintas a leva naquele mesmo hotel que costumávamos ir. Depois chega em casa com cheiro de xampu vagabundo e acha que eu não percebo nada. A vida é ridícula em seus clichês de novela. Sabia que eu não me importo com essa outra mulher? Ela é a minha salvação – a existência dela garante minha ida para o céu todas as noites que ainda me toco pensando nos teus beijos. Hoje me permito, sem mais culpas. É o meu segredo. Meu erro. Meu desvio. Minha transgressão. Gosto disso. Gosto de pensar em mim como uma pessoa que tem um mistério. Pessoas misteriosas são instigantes. E é no mistério que eu me escondo. Posso ser o que eu quiser se ninguém souber o que eu sou. Até mesmo nada. E é como um nada que eu me sinto quando não te sinto. E depois de tanto tempo não acho que isso seja um erro. Mas hoje, quando sei que não estás mais aqui, sinto medo. Muito medo. A fantasia ocupa o espaço inteiro dessa casa. Não me tire isso. Viva, nem que seja apenas para que eu veja sentido em estar aqui. A minha existência, misteriosa ou não, significa te desvendar, te descrever. E agora que sua história acabou? Não acredito nesse prá sempre. Prá sempre é aqui, no plano real. As coisas só não são findas enquanto vivas. Não tire de mim a possibilidade, o quem sabe, o talvez. Mesmo que seja impossível. O impossível somos nós, e isso eu já conheço. Não me venha com a morte - ela é real demais e não combina com a história que eu tenho que contar.
(...)


Posted at 08:52 pm by Marie P.

Monicake
April 7, 2008   11:58 PM PDT
 
Te indiquei pra uma "corrente" lá no meu blog! Mas acho q vc vai gostar!!!
Bjos!
 

Leave a Comment:

Name


Homepage (optional)


Comments




Previous Entry Home